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Cititravel
Laranjeiras com fruto e em flor numa rua de casas caiadas de Sevilha, com a Giralda e a catedral ao fundo

Cultura e gastronomia | 21 de setembro de 2026

O aroma da flor de laranjeira em Sevilha

Porque está a cidade cheia de laranjeiras se o seu fruto não se come?

Todas as primaveras, o aroma da flor de laranjeira espalha-se pelas ruas, praças e pátios de Sevilha. A cidade tem mais de 40 000 laranjeiras, mas o fruto que pende delas raramente se come fresco. A razão está na variedade de laranja, no meio urbano e numa história que começou a milhares de quilómetros da Andaluzia.

Uma árvore asiática com raízes em Sevilha

As árvores das ruas de Sevilha são sobretudo laranjeiras-amargas, ou Citrus aurantium. A espécie teve origem no sul da China e em partes da Índia, antes de viajar pela Pérsia e pelo norte de África. Chegou à Península Ibérica na época de Al-Andalus, por volta do século X.

Na Sevilha muçulmana, as laranjeiras plantavam-se em jardins e pátios pela sua beleza, pela sua fragrância e pelos seus usos tradicionais em medicamentos, perfumes e óleos. Com o passar dos séculos, a sua flor branca, o azahar, tornou-se inseparável do ambiente primaveril da cidade. A própria palavra azahar provém do árabe zahr, que significa «flor».

Porque tem Sevilha tantas laranjeiras

As árvores foram escolhidas sobretudo com fins ornamentais. A folhagem perene dá cor durante todo o ano, enquanto a flor perfuma a cidade em março e abril. O fruto, de cor viva, continua visível no inverno, o que faz da laranjeira um elemento natural de ruas, pátios, jardins históricos e praças.

As sucessivas gerações continuaram a plantá-las até a laranjeira-amarga se tornar um dos símbolos mais reconhecíveis de Sevilha. Hoje diz-se frequentemente que a cidade tem mais laranjeiras do que qualquer outra no mundo.

Laranjas-amargas a amadurecer num ramo, entre folhas de um verde escuro

Porque não se comem as laranjas frescas

Não são as laranjas doces que normalmente se vendem como fruta. As laranjas-amargas têm um sabor intenso e ácido e não são agradáveis acabadas de colher da árvore. Além disso, o fruto que cresce junto às estradas está exposto ao ambiente urbano e não é cultivado nem manuseado como alimento, pelo que não deve ser apanhado para consumo próprio.

Isto não significa que as laranjas-amargas não tenham valor culinário. Quando provêm de fontes controladas e são devidamente processadas, o seu amargor e a sua casca aromática tornam-nas especialmente adequadas para conservas. A marmelada de laranja de Sevilha é muito popular no Reino Unido. Uma pequena seleção de laranjas do Real Alcázar continua a ser enviada para a Embaixada britânica, no âmbito de uma tradição simbólica de confeção de marmelada.

O que acontece às laranjas das ruas

As equipas municipais recolhem o fruto todos os anos para manter limpos e seguros os passeios e as estradas. Consoante o destino, a colheita pode ser utilizada para compostagem, alimentação animal, cosmética, óleos essenciais ou energia renovável produzida a partir de biogás. Assim, o fruto que não serve para comer continua a ter utilizações práticas.

Um detalhe local para experiências MICE

As laranjeiras de Sevilha mostram porque são importantes o momento certo e o conhecimento local ao conceber um evento ou um incentivo. Um passeio primaveril por ruas perfumadas de flor de laranjeira, uma receção num pátio histórico ou uma prova de marmelada de laranja-amarga e de outros produtos elaborados com fruta cultivada para uso culinário podem ligar um grupo à cidade através de um detalhe inconfundivelmente local.

Com escritórios e equipas próprios em Espanha e em Portugal, a Cititravel transforma o conhecimento local em experiências MICE diferenciadoras. Em Sevilha, podemos conceber um programa à medida em torno da época, dos espaços, das tradições e dos parceiros adequados a cada grupo.

Está a organizar um evento ou um incentivo em Sevilha? Deixe-nos criar uma experiência que ligue o seu grupo à cultura, à gastronomia e ao ambiente local da cidade.

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